O fim das restaurações de amálgama

A restauração dentária metálica, usando a liga de amálgama de prata e mercúrio e condensada dentro da cavidade do dente, foi desenvolvida há quase cem anos.

Nos consultórios odontológicos particulares, é uma técnica restauradora em franco declínio, por suas óbvias limitações estéticas. Frequentemente encontrada em pacientes acima dos 30 anos de idade, é preterida pelas restaurações muito mais estéticas de resina e porcelana.

Porém, ainda é amplamente empregada em atendimentos clínicos da rede pública, por ser uma técnica mais simples, mais barata, fácil de executar, com resultados eficazes e previsíveis, sendo adequada à utilidade pública.

No entanto, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu a fabricação, importação e comercialização, bem como o uso em serviços de saúde, do mercúrio e do pó para liga de amálgama não encapsulada, utilizados na odontologia.

A proibição começa a valer a partir de 1º de janeiro de 2019, conforme resolução publicada no Diário Oficial da União. Esta medida visa retirar do mercado materiais de saúde que utilizam mercúrio na composição, como prevê a Convenção de Minamata, um tratado global para proteger a saúde humana e o meio ambiente dos efeitos adversos da substância.

Profa. Dra. Cynthia Soares de Azevedo

CRO 99.863

Cursando Especialização em Endodontia - Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas

Formada pela Faculdade de Odontologia da USP

Mestre e Doutora em Dentística - Faculdade de Odontologia da USP​

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